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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

20 mil para editar a Wikipédia...


20 mil pessoas é o número de editores - e já experientes no universo colaborativo da Web 2.0 - que ficaram responsáveis por analisar informações antes de elas irem ao ar nos verbetes da Wikipedia referentes a pessoas vivas. O “Daily Mail”, famoso jornal britânico, diz que essa atitude representa uma tentativa de impedir que conteúdo tendencioso seja publicado no popular site de consulta.

Integrantes de partidos políticos, por exemplo, já usaram os verbetes do site para difamar seus inimigos. Criada há oito anos, a enciclopédia tinha o objetivo inicial de ser construída somente com base no conhecimento de internautas colaboradores – em 2005, um estudo da “Nature” mostrou que a precisão dessa alternativa era semelhante à da enciclopédia Britannica nos verbetes científicos.

O novo sistema de edição já havia sido anunciado pelo “New York Times” como “flagged revision” (“revisão assinalada”, em tradução livre). Com a novidade, as informações só entraram oficialmente na enciclopédia após a aprovação do editor, até lá elas ficaram nos servidores da Wikipédia, invisíveis para quem acessar a página.

Ainda não há uma data oficial para o novo sistema entrar no ar.

Citando fontes da Wikimedia Foundation, o “Daily Mail” afirmou que serão necessários cerca de 20 mil editores para aprovar todas as modificações feitas nas páginas referentes a pessoas vivas. Em 2005, o Wikipedia já havia tentado evitar problemas com conteúdo falso proibindo que internautas anônimos colocassem informações na página. Atualmente, o site já ultrapassou os 3 milhões de verbetes, e cerca de 60 milhões de norte-americanos acessam a Wikipedia todos os meses. “Não estamos mais em um ponto em que é aceitável jogar as coisas na parede para ver o que gruda”, afirmou Michael Snow, presidente da diretoria da Wikimedia. “Houve um tempo em que a comunidade era mais complacente com informações imprecisas ou certos tipos de negligências. Há menos tolerância para esse tipo de problema hoje em dia”, continuou.


Link da matéria original: Daily Mail Online.

Link da imagem.

sábado, 20 de junho de 2009

"Cola" na escola e as novas tecnologias

Mais da metade dos adolescentes norte-americanos admitem utilizar a internet para 'colar', enquanto 35% dizem que já utilizaram os seus telefones celulares com o mesmo objetivo, de acordo com pesquisa divulgada pela Common Sense Media, organização não-governamental que analisa o impacto de novas mídias e entretenimento sobre crianças, adolescentes e suas famílias.
Segundo relatório apresentado pela companhia, mais de 38% dos jovens dizem que já copiaram conteúdo de internet, apresentando-o como seu próprio trabalho, enquanto 21% admitiram ter baixado trabalhos encontrados na web para transformá-los em seus próprios. Cerca de 65% dizem ainda já terem visto outros estudantes colarem nas provas com a ajuda de celulares.
Muitos adolescentes nem mesmo consideram errado este tipo de comportamento, segundo a sondagem. Entre os entrevistados, 36% avaliam que o download de um trabalho encontrado na internet não foi um crime grave; e 42% acreditam, inclusive, que copiar textos da web não é nem ofensivo, nem mesmo 'cola'. Além disso, 22% dos estudantes não acham que a leitura de notas dispostas na tela de um celular durante um teste seja 'cola'.
"Os celulares e a internet têm sido verdadeiros geradores de mudança para a educação, abrindo muitos caminhos para a colaboração, a criação e a comunicação", disse James Steyer, fundador e diretor-executivo da Common Sense Media, à reportagem do site "CNet". "Mas, como esta pesquisa revela, a consequência não intencional destas tecnologias tão versáteis é tornar a 'cola' mais fácil".
Os pais também mostram uma certa ingenuidade, ao considerar que apesar de outras crianças colarem, seus filhos não fazem o mesmo. De acordo com a pesquisa, 92% dos pais acreditam que aconteça cola pelo celular na escola de seus filhos, mas apenas 3% consideram que os seus próprios filhos tenham usado o aparelho móvel para tal. Além disso, 79% dos pais dizem que as crianças baixam trabalhos da internet para apresentá-los como sendo de sua própria autoria, mas apenas 7% consideram que seus próprios filhos já tenham feito isso.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

ONU cria universidade online gratuita

A ONU apresentou nesta terça-feira (19) a primeira universidade global on-line gratuita, chamada University of the People. O objetivo é promover o acesso ao ensino superior pelos estudantes das regiões menos desenvolvidas do mundo. As únicas despesas ficam por conta de uma taxa de inscrição, entre US$ 15 e US$ 50, e outra entre US$ 10 e US$ 100 por cada teste.O projeto faz parte da Aliança Global da ONU sobre Tecnologia de Comunicação e Desenvolvimento (Giad, em inglês), criada para solucionar problemas no setor com novas tecnologias. "Para centenas de milhões de pessoas no mundo todo, a educação é um sonho que não pode se tornar realidade. Abrimos portas para que elas possam continuar os estudos e sonhar com uma vida melhor", disse o fundador da instituição, Shai Reshef.Sem alarde, a universidade abriu o processo de matrículas há duas semanas e já conta com 200 alunos de 52 países, a maioria da China. Reshef explicou que os requisitos para se matricular são acesso a um computador, um diploma de ensino médio e ter noções de inglês.Os alunos serão divididos em classes virtuais de 20 pessoas. Eles poderão discutir sobre o material e depois realizar um exame on-line. Também poderão ser feitas consultas a professores e estudantes voluntários, para tirar dúvidas.

 
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