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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Suiça agora está maior

A Suíça ampliou a sua fronteira às expensas da Itália, por causa do derretimento de uma geleira no alto dos Alpes. O governo suíço informou nesta quarta-feira (19) que aprovou a ampliação da fronteira em 150 metros para dentro do território italiano em algumas áreas alpinas.

As mudanças ocorreram após o Escritório Federal de Topografia da Suíça descobrir que a linha divisória que determinava a fronteira desde 1942 se moveu, por causa do derretimento de geleiras e de campos permanentemente nevados na fronteira.

O topógrafo Daniel Gutknecht diz que a Suíça agora está "um pouco maior" mas acrescentou que "nós não vamos corrigir o atlas". A Embaixada da Itália em Berna informou que a mudança foi previamente aprovada por Roma.

domingo, 16 de agosto de 2009

Geleira derrete quatro vezes mais rápido do que previsto

Uma das maiores geleiras da Antártida está perdendo espessura quatro vezes mais rápido do que há dez anos, de acordo com uma pesquisa liderada pela University College de Londres (UCL).

Um estudo das medidas tomadas por satélite da geleira Pine Island, no oeste da Antártida, revelou que a superfície do gelo está baixando 16 metros por ano. Desde 1994, a geleira baixou em até 90 metros, o que traz graves implicações para o aumento do nível do mar.

Cálculos feitos com base na taxa de derretimento registrada há 15 anos sugeriram que a geleira poderia durar 600 anos. Mas, de acordo com as novas informações, a geleira poderá durar "apenas" mais 100 anos.

A taxa de perda de gelo é mais rápida no centro da Pine Island e os pesquisadores temem que, se o processo continuar, a geleira poderá se quebrar e começar a afetar a camada de gelo do continente.

A pesquisa foi liderada pelo professor Duncan Wingham, do University College de Londres e publicada na revista científica "Geophysical Research Letters".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Amazônia mais resistente do que se imaginava

Estudo da Michigan State University, nos EUA, aponta que a política brasileira de proteger as florestas com reservas é capaz de proteger a floresta das mudanças climáticas e evitar sua destruição total.

No meio científico é corrente a ideia de que, se a Amazônia atingir um certo grau de desmatamento, terá alcançado um “ponto sem retorno” em que se transformará numa paisagem similar ao cerrado. O autor deste novo estudo, Robert Walker, no entanto, defende que, ao ter certas áreas protegidas, como já vem ocorrendo no Brasil, este ponto sem volta jamais seria alcançado.

A Amazônia brasileira tem cerca de 37% de sua área incluída em reservas. Para o estudo, Walker trabalhou com o pior cenário: o de que toda a floresta fora destas áreas protegidas seria destruída. Ainda assim, ele chegou a resultados que apontam que o índice de chuvas dentro das áreas protegidas não cairia a ponto de modificar a vegetação das reservas. Assim, segundo o pesquisador, o limite de desmatamento “sem volta” da floresta pode estar por volta de 63%, e não 40% como é comum ver em estudos a respeito.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Trem de levitação magnética

O Instituto de pós-graduação e pesquisa em engenharia da UFRJ (Coope) divulgou nesta sexta (29) imagens do protótipo de um novo trem de levitação magnética - o maglev Cobra.O design está sendo elaborado pela área de desenho industrial do Instituto Nacional de Tecnologia (INT). O projeto piloto do veículo é gerenciado pelo Laboratório de Aplicações de Supercondutores da Coppe e prevê sua instalação em um percurso de 130 metros ligando o antigo e o novo prédio da Coope.Segundo a UFRJ, o governo do Estado do Rio estuda usar o trem também para ligar o Aeroporto internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, ao Santos Dumont, no Centro do Rio.Segundo a UFRJ, o prazo para a conclusão do protótipo é março de 2010, quando ele será levado para os primeiros testes na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. A fase seguinte será a ampliação do trajeto dentro da universidade para quatro quilômetros.Além da vantagem de não poluir o ambiente, o veículo poderá aproveitar trajetos de vias férreas e metrô já estabelecidos, aproveitando o espaço entre trilhos. Alguns países como China e Coréia já utilizam tecnologias semelhantes, mas são trens para grandes distâncias e só levitam quando atingem altas velocidades.A tecnologia que está sendo desenvolvida para o maglev Cobra é especificamente para o transporte urbano, podendo trafegar até 70 km/h com um diferencial de estar sempre levitando, seja parado ou em movimento.De acordo com a UFRJ, o maglev é impulsionado por forças magnéticas atrativas e repulsivas, ativadas através de supercondutores. O veículo terá capacidade total para 28 pessoas e flutuará a uma velocidade máxima de 30 km/h.A carroceria do protótipo será desenvolvida pelos laboratórios de Ergonomia e de Prototipagem Rápida do INT, com a participação de engenheiros especialmente contratados para o projeto, que terá cerca de R$ 500 mil da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Relógio de Lugares

Cientistas da Microsoft criaram um aparelho que monitora a posição de pessoas em uma família, através do sinal do telefone celular de cada um, e apresenta os dados em um mapa digital.

O Whereabouts Clock (ou Relógio de Paradeiros, em português), do tamanho de um porta-retrato, é um mapa digital com três categorias: "trabalho", "escola" e "casa". Pequenos ícones com a foto de cada familiar mostram onde cada um está em cada momento.

O aparelho é semelhante a um relógio mágico descrito na série de livros Harry Potter, da escritora britânica J.K. Rowling. Nos livros, os pais de Ron Weasley, amigo de Potter, possuem um relógio em que cada ponteiro representa um integrante da família. O relógio aponta para os locais onde cada um está a cada momento - como trabalho e escola.

O projeto foi desenvolvido por cientistas que trabalham na Microsoft Research, braço de pesquisa da empresa de softwares, em Cambridge, na Grã-Bretanha. Um protótipo foi testado com sucesso em cinco casas próximas ao laboratório da Microsoft Research de Cambridge.

O objetivo do aparelho, segundo a pesquisadora do núcleo de pesquisas sócio-digitais, Abigail Sellen, é ajudar no planejamento do dia-a-dia das famílias.

"Nós estávamos pensando em como reduzir os milhares de telefonemas que cada integrante de uma família faz entre si dizendo 'vou me atrasar', 'estou no trânsito' ou 'estarei em casa em dez minutos'", disse Sellen à BBC Brasil.

"Nós imaginamos que se nós construíssemos um relógio que permitisse que as pessoas vissem onde cada um está e vissem se elas estão se movimentando, isso facilitaria a vida das famílias."

Para fazer o Whereabouts Clock funcionar, cada integrante da família precisa instalar um software no seu celular. O usuário precisa então marcar, com o programa de celular, as posições "casa", "trabalho" e "escola".

Depois de marcadas as posições, toda vez que ele estiver em um destes locais, o Whereabouts Clock mostrará uma foto do usuário no mapa digital na localização correspondente. Se ele não estiver em nenhuma das três posições, o relógio mostra o ícone da pessoa no meio.

Para evitar problemas de falta de privacidade, o software pode ser desligado, caso o usuário queira ocultar sua posição. Além disso, ele pode mandar mensagens de texto para o Whereabouts Clock.

Sellen diz que a ideia foi "parcialmente" inspirada no "relógio mágico" de Harry Potter.

Por enquanto, o Whereabouts Clock é apenas um protótipo. A cientista da Microsoft não descarta que o projeto seja transformado em produto, mas afirma que não há planos ainda para comercializar o modelo.

 
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