sábado, 11 de julho de 2009
O cliente está sempre errado
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Sonhe para resolver seus problemas

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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Camundongos rumo à imortalidade ?
Que tal aumentar sua expectativa de vida em cerca de 30% quando você já está na meia idade? É o sonho de todo cinquentão, e ele parece ter se tornado real -- em camundongos, é bom que se diga. Num estudo publicado na edição desta semana da revista científica "Nature", pesquisadores relatam o feito operado graças ao uso da rapamicina, substância que normalmente serve para ajudar o organismo de pessoas transplantadas a aceitar o novo órgão. É a primeira vez que uma estratégia farmacológica, ou seja, envolvendo o uso de uma droga, consegue aumentar de forma significativa o tempo de vida de um mamífero, com efeito sobre ambos os sexos (em geral, como se vê entre humanos, fêmeas tendem a viver mais). Esse é o principal motivo da empolgação em torno da pesquisa, liderada por David Harrison, do Laboratório Jackson (EUA). O efeito de 30% (para ser preciso, 28% para machos e 38% para fêmeas) se deu nos casos mais bem-sucedidos da estratégia, levando em consideração o momento em que o remédio começou a ser ministrado - quando os roedores tinham cerca de 600 dias de vida, ou o equivalente a pessoas com 60 anos de idade. Levando em conta todo o tempo de vida dos bichos, o aumento da longevidade ficou entre 10% e 15%, considerado expressivo. A rapamicina, originalmente extraída de uma bactéria da ilha de Páscoa, no Pacífico, tem como seu aparente segredo pró-longevidade a ação sobre uma enzima (proteína que acelera reações químicas) importante para os processos ligados ao envelhecimento, como a autodestruição de certas estruturas da célula. Barrando esses processos, a rapamicina ajudaria a diminuir o ritmo do envelhecimento. No entanto, a rapamicina, justamente por ajudar na adaptação a transplantes, tem o efeito colateral de enfraquecer as defesas naturais do organismo. Por isso, os cientistas consideram que a droga ainda não está pronta para o uso em seres humanos, que poderiam envelhecer mais devagar mas mesmo assim morrer de infecção. O ideal é que ela seja usada para estratégias mais refinadas contra o envelhecimento.
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quarta-feira, 8 de julho de 2009
Espermatozóides criados a partir de células-tronco
Se não fosse pelas barreiras éticas e tecnológicas que ainda existem, uma equipe de pesquisadores do Reino Unido poderia ter criado um embrião que nem chegou a nascer e mesmo assim foi pai. Isso porque os cientistas da Universidade de Newcastle e do Instituto de Células-Tronco do Nordeste da Inglaterra produziram espermatozoides a partir de células-tronco embrionárias, já famosas no meio biomédico por causa de sua capacidade de se transformar em qualquer tecido do organismo humano. A equipe coordenada por Karim Nayernia relata o feito na revista científica "Stem Cells and Development". Eles ressaltaram que a ideia não é usar esses espermatozoides para fertilizar ninguém, mas sim estudá-los como um modelo para entender os atuais problemas de infertilidade masculina e, quem sabe, resolvê-los no futuro. Nayernia também apontou outra utilidade da pesquisa: ajudar homens que um dia já produziram espermatozoides viáveis, mas perderam essa capacidade por danos como os causados por, digamos, radioterapia ou quimioterapia durante a luta contra o câncer. Na pesquisa, células-tronco de embriões em estágio inicial que eram geneticamente XY (ou seja, do sexo masculino) receberam substâncias que conduziram seu desenvolvimento até a meiose (a divisão do material genético pela metade, típica das células sexuais) e a transformação em espermatozoides totalmente maduros. Não foi possível realizar o mesmo feito com células obtidas de embriões XX, ou seja, geneticamente pertencentes ao sexo feminino.
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terça-feira, 7 de julho de 2009
Sistema operacional Chrome OS
O sistema operacional Chrome OS, anunciado pelo Google, vai ter como foco a navegação na internet. Em entrevista a jornalistas por telefone, Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil, disse que a preocupação é com a experiência do usuário, e o objetivo é fazer com que mais pessoas possam usar a internet sem depender de computadores "robustos".
Segundo Ximenes, o Chrome OS será capaz de conectar o usuário rapidamente, sem obrigá-lo a esperar longos períodos de carregamento típicos dos sistemas convencionais - que precisam gerenciar diversos recursos e programas.
O Chrome OS será gratuito e terá código fonte aberto - baseado na "essência" do sistema Linux. Incialmente, ele será distribuído para netbooks - computadores menores e com menos recursos que os notebooks -, mas poderá ser adaptado para desktops. A aposta da empresa em smartphones, porém, continua sendo com o sistema Android. "São dois produtos diferentes, com funções diferentes", disse Felix.
O Google evita falar sobre a concorrência com a Microsoft, que domina o mercado de sistemas operacionais com o Windows, e diz que a preocupação é com a experiência do usuário. "O sistema vai ser muito mais enxuto, rodando sobre ukm 'kernel' muito mais seguro. As chances de instabilidade serão muito menores", diz Felix, destacando que velocidade e segurança serão peças-chave na estratégia.
O Chrome OS terá código fonte aberto e será baseado no "kernel" do Linux. O "kernel" é considerado o núcleo de um sistema operacional, encarregado de gerenciar os recursos fundamentais do sistema. O Chrome OS não será distribuído diretamente ao usuário - vai ser disponibilizado para desenvolvedores, que vão adaptá-lo para ser "embarcado" nas máquinas. O Google não divulgou nomes de fabricantes envolvidos no projeto, mas disse que eles devem se interessar pelo mercado brasileirol.
No final de 2009 o Chrome OS começará a ser distribuído para as comunidades de software livre. Os primeiros netbooks com o sistema devem chegar ao mercado em 2010.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
Retrocesso de 50 anos
Os ganhos obtidos pelos países mais pobres nos últimos 50 anos podem ser perdidos totalmente e de forma irreparável por causa das alterações climáticas, indica estudo divulgado pela Oxfam Internacional, grupo que reúne ONGs que lutam contra a pobreza. O relatório se baseia nas respostas de 42 cientistas que colaboram com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), ligado às Nações Unidas. Segundo eles, o maior impacto será o aumento da fome. Com as alterações sofridas na zona tropical, plantações de culturas-chave na alimentação humana, especialmente milho e arroz, estarão em risco.
Dois terços do 1 bilhão de pessoas que se encontram na pobreza no mundo vivem nas zonas rurais dos países em desenvolvimento. É o caso de Chriselliea Nzabonimpa, mãe de cinco filhos e líder da comunidade onde mora, em Ruanda, que mostra como suas plantações de milho e mandioca não vingam por causa de um padrão irregular e inesperado de chuvas. Ao lado da segurança alimentar, o acesso à água é outra questão urgente, afirma a Oxfam. Cidades populosas já sofrem desabastecimento: a neve que fornecia o recurso durante o degelo já sumiu, ou está prestes a desaparecer.
"A geleira Mururata é a Mãe Terra para nós. É onde conseguimos nossa água para cozinhar, lavar, beber, regar nossos jardins e alimentar nossos animais", diz Valerio Quispe, que vive na comunidade Choquecota, no altiplano boliviano. A geleira é uma das diversas que encolheram nos últimos anos e que podem desaparecer em poucas décadas.
A falta de água também tem o potencial de gerar conflitos, especialmente em torno dos rios Indo, Nilo e Tigre-Eufrates, além de estimular migrações de populações empobrecidas. Estudo recente, ainda não publicado, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA, analisou os 925 principais rios do mundo. Baseado em 60 anos de registros, ele projeta que um terço deles será afetado significativamente pelas mudanças climáticas. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
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