segunda-feira, 17 de agosto de 2009

"Computador dos seus sonhos" à preço de carro popular

A "máquina dos sonhos" existe e pode ser adquirida por R$ 25 mil. O computador, batizado de WazX, é montado dentro de um robusto gabinete Cooler Master Cosmos S 1100, tem 300 GB de HD, 6 GB de memória DDR3, processador Intel Core i7 720, além do já conhecido e eficaz sistema de resfriamento à água.O representante da empresa fabricante do PC (WAZ Hadware Store), Tiago de Mello Bitencourte, mostra porque a máquina está à frente das tradicionais que se encontram hoje no mercado. "Ele tem uma bomba de água que faz com que a água gire (pelos diversos tubos ligados às peças). É como se fosse um radiador de carro", afirma. "O grande diferencial dele é seu hadware. É a mesma comparação entre um fusca e uma Ferrari", garante.A máquina tem ventuinhas de 12 cm coladas no teto do Gabinete. A possibilidade de o computador travar durante a realização de tarefas que exigem maior esforço existe, mas é improvável. "É o valor de um carro popular, né? Mas é irresistível para quem pode", disse o advogado Ovídio Magalhães, que estava acompanhado do filho adolescente, outro que ficou encantado pelo WazX.

domingo, 16 de agosto de 2009

Geleira derrete quatro vezes mais rápido do que previsto

Uma das maiores geleiras da Antártida está perdendo espessura quatro vezes mais rápido do que há dez anos, de acordo com uma pesquisa liderada pela University College de Londres (UCL).

Um estudo das medidas tomadas por satélite da geleira Pine Island, no oeste da Antártida, revelou que a superfície do gelo está baixando 16 metros por ano. Desde 1994, a geleira baixou em até 90 metros, o que traz graves implicações para o aumento do nível do mar.

Cálculos feitos com base na taxa de derretimento registrada há 15 anos sugeriram que a geleira poderia durar 600 anos. Mas, de acordo com as novas informações, a geleira poderá durar "apenas" mais 100 anos.

A taxa de perda de gelo é mais rápida no centro da Pine Island e os pesquisadores temem que, se o processo continuar, a geleira poderá se quebrar e começar a afetar a camada de gelo do continente.

A pesquisa foi liderada pelo professor Duncan Wingham, do University College de Londres e publicada na revista científica "Geophysical Research Letters".

Os chefes agem como macacos

O seu chefe às vezes parece um animal? Ele só está seguindo o próprio instinto. Após estudar o comportamento de executivos durante 15 anos, psicólogos australianos constataram que tanto chefes quanto macacos dominantes andam mais eretos, são mais barulhentos, fazem menos tarefas e se exibem mais.

Telas orgânicas para celulares

Ela consome pouca energia, oferece qualidade de imagem superior e era alardeada como o futuro das telas, mas a tecnologia das telas orgânicas não vinha sendo promovida com ânimo pelos fabricantes, até agora.
As telas de diodos orgânicos emissores de luz com matriz ativa (AM-OLED) começaram a surgir, com atraso, nos celulares inteligentes mais caros porque os fabricantes decidiram usar essa tecnologia como forma de conquistar vantagem em um setor no qual a concorrência é feroz e recursos importam mais que o preço.
A Samsung Electronics, segunda maior fabricante mundial de celulares e principal proponente da tecnologia, tem oito modelos que oferecem telas orgânicas, e planeja lançar cerca de 10 outros até o final do ano.
Nos Estados Unidos, o modelo Impression é vendido via AT&T, e a Sprint Nextel também vai oferecer ao menos um aparelho Samsung que usa a tecnologia AM-OLED.
A líder mundial na fabricação de celulares, Nokia, está oferecendo seus modelos N85 e N86, de alto preço, com telas AM-OLED, para enfrentar rivais como a Research in Motion e a Apple.

Os adeptos da tecnologia dizem que embora as telas para celulares AM-OLED sejam cerca de 50% a 80% mais caras que as telas de cristal líquido (LCD) convencionais, e seu preço elevado tenha impedido a produção em massa, talvez a hora delas, enfim, tenha chegado.

"Creio que o aspecto econômico da questão seja algo irrelevante", disse Ben Wood, analista da CCS Insight, uma empresa de pesquisa sobre comunicação sem fio. "É um verdadeiro diferencial. Prevejo que todos os grandes fabricantes oferecerão modelos com AM-OLED dentro de 12 meses."

Mas a produção das telas é mais cara e está restrita a apenas alguns fabricantes, primordialmente a Samsung Mobile Display, que detém 97%.
"Não tenho dúvida do crescimento (da AM-OLED) em longo prazo. Mas não estou certo que todos os participantes seguirão imediatamente a trilha aberta pela Samsung", disse Oh In-bum, analista da Dongbu Securities.

sábado, 15 de agosto de 2009

A Terra já colidiu com um corpo celeste do tamanho de Marte

Há alguns milhares de anos – o que pode ser considerado recente, em tempo cósmico – dois planetas distantes que orbitavam uma pequena estrela colidiram em um acidente cósmico de colossais proporções. O menor dos planetas, que tinha um tamanho semelhante ao da Lua, foi destruído na colisão. O maior, que devia ter um tamanho semelhante a Mercúrio, sobreviveu ao acidente, ainda que um pouco ‘detonado’.Acredita-se que um fenômeno semelhante tenha formado a Lua há mais de quatro bilhões de anos, quando um corpo celeste do tamanho de Marte colidiu com a Terra.Rocha vaporizada e restos de lava revelaram a existência da colisão para o Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa. “A colisão deve ter sido enorme e muito veloz para ter causado a vaporização e derretimento de rochas”, afirma Carey Lisse, autor do estudo que descreveu a descoberta.Os pesquisadores acreditam que os planetas se moviam a uma velocidade de dez quilômetros por segundo no momento da colisão. “Este é um evento muito raro, crítico para a formação de planetas semelhantes à Terra e luas”, afirma Lisse, que complementa: “Temos sorte de ter observado o evento pouco tempo depois dele ter ocorrido”.Geoff Bryden, co-autor do estudo, afirma que a colisão que formou a nossa lua deve ter sido tão forte que poderia ter derretido a superfície da Terra. De acordo com Bryden, restos da colisão devem ter formado um disco de poeira em torno da Terra, que gradativamente se juntou formando a Lua. “É a mesma escala de impacto que o Spitzer observa – não sabemos se haverá a formação de uma lua, mas sabemos que a superfície do planeta está coberta por rochas derretidas”, afirma.Encontros violentos deste tipo são comuns no nosso sistema solar. No último mês, uma enorme massa se encontrou com a superfície de Júpiter. Curiosamente, esses encontros já causaram a retirada da superfície de Mercúrio, virado Urano e até deixado Vênus de ponta cabeça.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Mais de 350 espécies descobertas no Himalaia

O menor veado do mundo, um sapo voador e um peixe que se gruda em pedras são apenas algumas das descobertas feitas no Himalaia, região considerada uma das mais biologicamente ricas. Na última década, estas e outras 350 espécies novas foram encontradas na região.“Esta enorme diversidade cultural e biológica mostra a natureza frágil de um ambiente que corre o risco de ser perdido para sempre, a não ser que o impacto climático mude e seja revertido”, afirma Tariq Aziz, da Organização World Wildlife Fund (WWF), que trabalha com um programa específico para a região da Índia, Nepal e Butão.

As descobertas feitas na região entre 1998 e 2008 incluem 21 novas espécies de orquídeas, além de 16 novos anfíbios, 16 répteis, 14 peixes, dois pássaros, dois mamíferos e ao menos 60 invertebrados. Entre as descobertas está o Muntjac em miniatura, a menor espécie de veado do mundo, o Muntiacus putaoensis, (foto abaixo) que tem apenas 60 centímetros de altura e pesa aproximadamente 11 quilos.Cientistas também descobriram a Rhacophorus suffry, uma espécie de sapos do nordeste da Índia que usa suas longas patas para pairar no ar. “É incrível observar que um grande número que novas espécies de flora e fauna são descobertos ainda hoje nos Himalaias”, afirma Deepak Bohara, ministro de conservação dos solos e florestas do Nepal.Bittu Sahgal, editor de uma revista ambiental publicana da Índia, acredita que estudos futuros podem encontrar ainda mais espécies. “Aproximadamente três a cinco mil espécies serão descobertas se um estudo sistemático for realizado nos próximos cinco anos”, afirma Sahgal.Apesar da enorme biodiversidade do local, observado
res afirmam que a região não é imune aos efeitos das mudanças climáticas. “Embora as mudanças climáticas tenham um impacto comum em outras regiões, projetos de construções em uma região tão pequena e frágil vai piorar a situação”, afirma Anwarudin Choudhury, da Fundação Rhino, na Índia.

 
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