Foi demonstrado por cientistas israelenses que é possível criar falsos DNAs. Os cientistas fabricaram amostras de sangue e saliva contendo DNA de uma pessoa diferente do doador. Eles também mostraram que, se tivessem acesso a um perfil de DNA num banco de dados, poderiam construir uma amostra de DNA para combiná-la a esse perfil sem obter qualquer tecido da pessoa. “Você pode simplesmente projetar uma cena de crime”, disse Dan Frumkin, principal autor do trabalho, publicado online pelo jornal “Forensic Science International: Genetics”. “Qualquer estudante de biologia poderia fazer isso.” Frumkin é um dos fundadores da Nucleix, empresa baseada em Tel Aviv responsável pelo desenvolvimento de um exame capaz de distinguir amostras de DNA falsas e verdadeiras – e espera vendê-lo a laboratórios forenses. A possibilidade de plantar evidências de DNA numa cena de crime é apenas uma das implicações da descoberta. Outra seria uma potencial invasão de privacidade. Usando algumas das mesmas técnicas, pode ser possível obter o DNA de qualquer um, de um copo descartável ou filtro de cigarro, e transformá-lo numa amostra de saliva – que poderia ser submetida a uma empresa de exames genéticos, e usada para medir ancestralidade ou o risco de contrair várias doenças. Celebridades podem passar a temer “paparazzi genéticos”, disse Gail Javitt, do Genetics and Public Policy Center, na Universidade Johns Hopkins. Tânia Simoncelli, conselheira científica da União Americana de Liberdades Civis, disse que a descoberta é preocupante. “Numa cena de crime, é muito mais fácil plantar DNA do que impressões digitais”, explicou. “Estamos criando um sistema de justiça criminal cada vez mais dependente dessa tecnologia”. John Butler, líder do projeto de testes de identidade humana no Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA, afirmou estar “impressionado com o quão bem eles eram capazes de fabricar os perfis falsos de DNA”. Ele acrescentou uma ressalva (não muito tranquilizadora): “Imagino que o criminoso comum não seria capaz de fazer algo assim.”
domingo, 30 de agosto de 2009
DNA falso...
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Marcadores: Ciências, Tecnologia
sábado, 29 de agosto de 2009
Porque choramos...

Nós choramos quando? Quando sofremos, seja psicologicamente (morte de um parente ou amigo) ou fisicamente (se cortar com uma faca). Mas porque choramos?
"O choro é um comportamento altamente evoluído", disse Oren Hasson, um biólogo evolucionista da Universidade de Tel Aviv, em Israel. "Minha análise sugere que a visão turva e a queda das lágrimas são como sinais de submissão, um grito de ajuda".
Hasson sugeriu que o uso de lágrimas pode ser para construir e fortalecer as relações pessoais. Por exemplo, "você pode mostrar que você é submisso a um invasor e, portanto, potencialmente obter a misericórdia de um inimigo, ou você poderia atrair a simpatia dos outros e, talvez, ganhar a sua contribuição estratégica", ele disse.
"Além disso, através da partilha de lágrimas com os outros, se tem uma exibição mútua de defesas baixadas, isso mostra que os amigos partilham as mesmas emoções", disse Hasson, que salienta que chorar é estritamente humano.
"Claro", Hasson acrescentou, "a eficácia deste comportamento evolutivo sempre depende de quem você é, quando você choraaqueles baldes de lágrimas, e provavelmente não será eficaz em alguns lugares, como no trabalho, quando as emoções devem ser ocultas".
Hasson detalha a sua investigação na revista Evolutionary Psychology.
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Marcadores: Ciências, Comportamento
As cores influenciam nossas decisões...

Imagine que você é um arbitro experiente em taekwondo, e é convidado a marcar os pontos de uma luta mostrada a você em um vídeo. A cada vez que o vídeo lhe é mostrado o lutador está com a cor da roupa oposta a que estava antes (no caso vermelho e azul). Será que a cor da roupa faria diferença em seu juizo? Como é juiz experiente, além de imparcial, não faz diferença para você.
No entanto,uma pesquisa mostra que normalmente faria. No ano passado, psicólogos da Universidade de Münster, na Alemanha, mostraram vídeos de ataques a 42 árbitros experientes. Em seguida, mostrou o mesmo vídeo, de modo que as cores da roupa foram digitalmente trocadas. O resultado? Os concorrentes de vermelho foram premiados com uma média de 13 por cento mais pontos do que quando eles estavam vestidos de azul. "Se um concorrente é forte e outro fraco, não vai mudar o resultado da luta", diz Norbert Hagemann, que liderou o estudo.
A influência das cores no sucesso desportivo foi descoberto pela primeira vez há alguns anos atrás, quando os antropólogos evolucionários Russell Hill e Robert Barton, da Universidade Durham, Reino Unido, estavam procurando alguma maneira de testar a idéia que as cores influenciam o comportamento humano. Os Jogos Olímpicos de Atenas 2004 foram chegando, e ficou claro para eles que, em algumas modalidades olímpicas de combate - boxe, taekwondo, luta greco-romana e luta livre - aos concorrentes são distribuídos aleatoriamente um kit vermelho ou azul. "Nós percebemos que se tratava de um experimento, e estávamos prontos para estudar os efeitos da cor no resultado da partida", diz Barton.
Quando analisados os resultados, eles descobriram que a cor da roupa parece ter influenciado o resultado, com quase 55 por cento dos combates vencidos pelo atleta de vermelho. "Deveria ter sido mais ou menos 50 por cento, vermelho, azul 50 por cento, e este foi um desvio estatisticamente significativo", diz Barton. Barton ainda disse que se você é um lixo, e não tem habilidades, você não irá parar de perder, mas se a luta for entre pessoas com habilidades simétricas, a balança pode pender para o de vermelho.
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Marcadores: Ciências, Comportamento
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Antibióticos perdendo os efeitos...

Pesquisadores das universidades Harvard e de Washington identificaram em bactérias do intestino humano genes que as auxiliam a se tornar resistentes à ação de antibióticos. O estudo, publicado nesta semana na "Science", aponta que a maioria dos genes encontrados apresenta características evolucionárias diferentes das conhecidas pelos cientistas.
A descoberta pode ser mais uma arma no combate ao problema de saúde pública causado, principalmente, pelo uso indiscriminado de antibióticos sem recomendação médica.
De acordo com os pesquisadores, o uso indiscriminado dos antibióticos induziu a mudanças substanciais no comportamento dos microrganismos. Estudos anteriores apontam, por exemplo, a presença de bactérias resistentes à ação da amoxicilina em crianças nunca expostas a tratamento com essa droga.
Quase a metade dos genes resistentes descobertos pela pesquisa é idêntica aos incorporados pela maioria das bactérias analisadas. “As bactérias têm a capacidade de trocar seu material genético”, explica Morten Sommer, pesquisador da Faculdade de Medicina de Harvard e um dos autores da pesquisa. “Durante uma infecção, um patógeno interage com muitas bactérias do corpo humano, resultando na possibilidade de troca genética.”
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Câncer não sofre nem uma influência da personalidade...

É muito comum acreditar que exista uma relação entre, a personalidade da pessoa e os risco que ela tem de sofrer de câncer. Inicialmente, alguns pesquisadores tentaram por meio de seus trabalhos, provar o contrário, só que com uma análise mais profunda sobre os mesmos, eles não resistiam.
Atualmente existem vários tipos de câncer que têm suas causas definidas e conhecidas, permitindo atuação preventiva eficiente. Como ainda existem tipos de tumores para o qual não se conhece a causa ou mecanismo as especulações surgem e a possibilidade de que nossa mente possa determinar a ocorrência da doença algumas vezes é sugerida.
Como qualquer hipótese científica essa também deve ser avaliada e testada para ser confirmada ou descartada. O trabalho em questão mostra que pelo menos os traços da personalidade estudados, não guardam relação com o risco do aparecimento de tumores malignos.
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Marcadores: Ciências, Comportamento, Saúde
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
20 mil para editar a Wikipédia...
20 mil pessoas é o número de editores - e já experientes no universo colaborativo da Web 2.0 - que ficaram responsáveis por analisar informações antes de elas irem ao ar nos verbetes da Wikipedia referentes a pessoas vivas. O “Daily Mail”, famoso jornal britânico, diz que essa atitude representa uma tentativa de impedir que conteúdo tendencioso seja publicado no popular site de consulta. Integrantes de partidos políticos, por exemplo, já usaram os verbetes do site para difamar seus inimigos. Criada há oito anos, a enciclopédia tinha o objetivo inicial de ser construída somente com base no conhecimento de internautas colaboradores – em 2005, um estudo da “Nature” mostrou que a precisão dessa alternativa era semelhante à da enciclopédia Britannica nos verbetes científicos. O novo sistema de edição já havia sido anunciado pelo “New York Times” como “flagged revision” (“revisão assinalada”, em tradução livre). Com a novidade, as informações só entraram oficialmente na enciclopédia após a aprovação do editor, até lá elas ficaram nos servidores da Wikipédia, invisíveis para quem acessar a página. Ainda não há uma data oficial para o novo sistema entrar no ar. Citando fontes da Wikimedia Foundation, o “Daily Mail” afirmou que serão necessários cerca de 20 mil editores para aprovar todas as modificações feitas nas páginas referentes a pessoas vivas. Em 2005, o Wikipedia já havia tentado evitar problemas com conteúdo falso proibindo que internautas anônimos colocassem informações na página. Atualmente, o site já ultrapassou os 3 milhões de verbetes, e cerca de 60 milhões de norte-americanos acessam a Wikipedia todos os meses. “Não estamos mais em um ponto em que é aceitável jogar as coisas na parede para ver o que gruda”, afirmou Michael Snow, presidente da diretoria da Wikimedia. “Houve um tempo em que a comunidade era mais complacente com informações imprecisas ou certos tipos de negligências. Há menos tolerância para esse tipo de problema hoje em dia”, continuou. Link da matéria original: Daily Mail Online. Link da imagem.
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